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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Maria de Fátima Ferreira

Profissão: Assistente Social

Idade: 70 anos

MARIA DE FÁTIMA DE AZEVEDO FERREIRA nasceu em uma pequena cidade no interior do nordeste brasileiro, em 1943, em uma família com intensa participação política, que rivalizava com outra do local. Quando muito jovem, já participava das agitações estudantis na diminuta Garanhuns, Pernambuco, mais vinculadas à igreja e à “direita”. Contrariando a vontade da família, foi a Recife estudar, então com dezessete anos. Recém-admitida na faculdade de serviço social, ingressou na Juventude Estudantil Católica (JUC), e depois na Ação Popular (1965), ampliando sua participação na vida política.

Fátima lembra em detalhes da recepção do Golpe em Recife, quando ela e um companheiro ficaram nas ruas panfletando e denunciando o ocorrido, até participarem das manifestações no centro, dispersas à bala pela repressão. Com o curso concluído, ficou um tempo planejando o que fazer e logo após, em conformidade com a linha da entidade e na clandestinidade, “integrou-se” como operária em uma fábrica de tecidos, chegando a dirigir ema greve dos proletários e a participar dos relevantes movimentos trabalhistas de 1968.

Perseguida e como parte da direção da AP, Fátima se deslocou para São Paulo e aderiu ao PCdoB, em meio ao processo de fusão das duas entidades. Após essa estada junto à pauliceia, transferiu-se para Jequié, Bahia, onde buscou juntamente com seu companheiro, integrar-se com a população e averiguar as condições para preparação de um novo foco guerrilheiro rural. Vivendo com outra identidade, lembra como ao cursar novamente o ensino médio se destacava nas notas e tinha que disfarçar essa estranha “capacidade” intelectual de uma mulher supostamente desinstruída.

Com a Chacina da Lapa, em 1976, Fátima e seu companheiro se desarticulam do PCdoB e, temerosos de serem alcançados pela repressão, mudam-se para Pernambuco. Nesse período, envolveu-se com a luta pela anistia, sendo ela condenada, à revelia, a três anos de prisão e à perda dos direitos políticos por cinco. Portanto, Fátima esteve entre as pessoas anistiadas. Após esse período, continuou sua luta no sindicalismo, transitando pela CUT e CTB.  Chegou, inclusive, a presidir o Conselho Federal de Serviço Social e Conselho Nacional de Seguridade Social. Até hoje Fátima integra o PCdoB, e cerra ombros com as companheiras da UBM.

As memórias dessa militante aguerrida se estendem desde os prenúncios do golpe até os dias de hoje, transitando por caminhos e fatos surpreendentes.

 

 

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