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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Cicero do Amaral Cattani

Profissão: Jornalista

Idade: 73 anos

CICERO DO AMARAL CATTANI nasceu na região das missões jesuíticas em 1940. As as recordações de Cícero trafegam pelos diferentes acontecimentos do período por intermédio da história do periódico trabalhista “Última Hora”, no qual esteve envolvido. Lembra que, seu pai conheceu Prestes e seu tio José integrou a famigerada Coluna, que cortou o Brasil nos anos 1920. 


Além desse contato com Prestes, seu pai tinha uma atuação política como vereador e distribuidor do jornal anti-integralista “O Combate”, além de ser apoiador da Campanha da Legalidade. Essa proximidade familiar do mundo político e das letras talvez tenha influenciado Cícero a ingressar no universo jornalístico com apenas dezessete anos. O início de sua trajetória profissional foi no “O Jornal”, de Maringá. 
Em 1961, fora selecionado pelo “Última Hora”, que então iniciava a publicação de sua edição paranaense, à qual estavam vinculadas importantes autoridades políticas da época, como Nei Braga e Iberê de Matos. Além das reportagens, também fazia o plantão noturno nesse jornal adepto do getulismo e trabalhismo. Com o jornal dando cobertura ao movimento sindical e inclusive fomentando sua unificação e organização, Cícero se envolveu na instalação de sua sucursal no Paraná e passou a dirigir a edição. Lembra como sua sede congregava diferentes setores, inclusive a ala legalista do exército.


O jornalista, argutamente, faz um contraponto entre a repercussão positiva da Campanha da Legalidade no Paraná, em 1961, e o silêncio diante do Golpe, três anos mais tarde. Nos primeiros suspiros da Ditadura, já foi aberto um Inquérito Policial Militar, indiciando os jornalistas do “Última Hora”, dentre os quais esteve Cícero. Fortalecendo o regime recém-instaurado, além da repressão ao jornal o sindicato dos jornalistas foi aparelhado pela direita. 


Ele lembra bem da pressão psicológica exercida sobre eles, bem como da conivência com a depredação da sede do jornal em Curitiba, ainda antes do Golpe. Esse fato foi para ele um forte indício das pretensões golpistas, e inclusive alertou pessoalmente Jango do ocorrido, quando este fez escala no aeroporto de Curitiba, dias antes da fatídica e duradoura quartelada.

Ainda enfrentando a perseguição judicial imposta pela Ditadura bem como a censura, no começo dos anos 1970 Cícero ingressou no jornal “Estado do Paraná” e passou a atuar no telejornalismo. Antes, fora intimado e compareceu para prestar depoimento várias vezes no IPM do “Última Hora” e fora mantido longe da redação por anos a fio, sendo impedido de exercer sua profissão e tendo que se virar com bicos.

 

 

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