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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Honório Delgado Rúbio

Profissão: Aposentado

Idade: 88 anos

HONÓRIO DELGADO RÚBIO, espanhol de nascimento, chega ao Brasil em 1955 aos trinta anos, “desembarcando no Rio de Janeiro exatamente no dia em que Juscelino Kubistchek toma posse como presidente do Brasil”. Em sua terra natal, frequentava o Partido Comunista Espanhol. No início de sua vida no Brasil, Honório ainda não conhecia a realidade dos partidos brasileiros, mas não precisou de muito tempo para se somar às fileiras do PCB.

Instalado no Paraná, primeiro em Cascavel, depois em Guarapuava, Honório foi para Curitiba trabalhar na Confeitaria das Famílias. Quando o golpe de 1964 aconteceu, ele já estava casado, mantinha uma livraria na Avenida República Argentina e fazia um programa musical na Rádio Marumbi. E foi graças a um comentário em seu programa contra a proposta de mudar o nome da República Argentina para Avenida Presidente Kennedy, que Honório teve a atenção da polícia política. “O Delegado Zacarias, da DOPS, foi a minha casa apreender livros e conseguiu que eu deixasse o programa”, relembra.

Apesar da perseguição e ameaças, Honório continuou resistente. Não chegou a ser preso, mas constantemente ‘visitavam’ sua livraria e vigiavam seus passos. Junto com Enio Monzón Pires e Hiram Ramos, organizaram bases do PCB em diversos bairros de Curitiba. “Mesmo na clandestinidade, tínhamos mais discussão e atividades que hoje. O Partido Comunista Brasileiro era maior que agora”, lamenta.

Em 1968, a militância se intensifica, a medida que a repressão aumenta: “Não me deixavam em paz e tínhamos sempre que armar estratégias para nos encontrarmos”. Em 1975, durante a Operação Marumbi, Honório soube da prisão dos companheiros do partidão. Tinha sido avisado por um soldado fardado que foi na sua casa: “- Espanhol, toma cuidado porque você está sendo vigiado”. Numa tarde, estava na Rua Dr. Muricy, centro da capital, e viu um carro com gente com olhos vendados.

Não tardou e ele foi capturado e levado pelo DOI-CODI a um local clandestino de tortura do ex[ercito, no qual foram reunidos os militantes do PCB do Paraná e Santa Catarina. Foram vários dias incomunicáveis, vítima de choque elétrico, afogamento, camisa de força e roleta russa, até ser levado para a sede da DOPS, na Rua João Negrão, onde as torturas recomeçaram. “Vi companheiros desfigurados pela tortura e também fui torturado”, confirma.

Somente quando foi para o Presídio Provisório do Ahú é que os maus-tratos terminaram. “O Coronel Furquim (Diretor da prisão) foi correto conosco. Foi sim”, atesta.

Depois de um longo processo, deixou a prisão e retomou os contatos com o Partido Comunista Brasileiro. “Nunca deixei o PCB e continuei mais ativo que muitos jovens hoje em dia”. Participou do CBA –

Curitiba e da Campanha das Diretas Já. Honório mantém o mesmo espírito combativo e crítico de outrora: “Agente lutou pelo povo brasileiro, que ainda sofre tanto pela ação de pessoas desonestas. Amo o Brasil”.

 

 

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