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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Lígia Cardieri

Profissão: Socióloga

Idade: 67 anos

Sobrinha de Joaquim Câmara Ferreira, o segundo na hierarquia da ALN de Carlos Marighela, LÍGIA APARECIDA CORRÊA CARDIERI começou aos treze anos a frequentar as reuniões da JEC em Bauru, no Estado de São Paulo. Após um ano de intercâmbio nos Estados Unidos, Lígia retornou ao Brasil em 1964, com o golpe militar consumado. Inspirada pelo lado crítico e contestador da família, a ala comunista, ela decidiu fazer vestibular para ciências sociais e foi aprovada na USP.

Vivendo numa pensão de mulheres em São Paulo mantida pelo lado Cardieri da família, exatamente o lado da Tia Leonora e Câmara Ferreira, ela participa do Movimento de Educação chamado de MOV, “um grupo formado por pessoas que liam o mundo pelo lado do oprimido, de várias correntes e tinham em Paulo Freire seu mentor”, afirma. Nessa época, Lígia começa o casamento com Antonio Mendonça, de quem passa a adotar o sobrenome, e vive em comunidades com outros casais. “Toninho era um militante mais engajado. Eu era do MOV e tinha uma militância estudantil. Nunca cheguei a me filiar ao PCB”, completa.

No final de 1968, início de 1969, Ligia e Toninho moram num apartamento em São Paulo. A pedido de uma prima, filha de Câmara Ferreira, empresta o apartamento para uma reunião de integrantes da futura ALN. “Deixamos a chave e não participamos. Foram oito encontros”. Com os assaltos a bancos e sequestros promovidos pela organização, a repressão veio com tudo. “Na manhã de quatro de janeiro de 1970, a OBAN apareceu com fuzil no apartamento e nos levou presos. Foi um horror”, lembra.

Foram quatro dias de completo isolamento, mais três semanas incomunicáveis até que a família pudesse visitá-la. “A tortura psicológica é tamanha que a gente teme pela vida e tem a exata noção dos perigos que rondam”, avalia. No total, foram dez meses no Presídio Tiradentes, onde estava parte dos presos políticos.

Depois da prisão, a ficha na DOPS a impedia de arrumar empregos ou assumir cargos em concursos públicos. Com duas filhas, ficou difícil para a família se manter em São Paulo. “Em 1976, mudamos para Curitiba e recomeçamos a vida”. Contratada como socióloga no Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Lígia manteve contato com os idealizadores da Escola Oficina e passou a colaborar com o grupo. Em 17 de Março de 1977, foi presa junto com os integrantes da escola, caso que ficou conhecido como os “Onze de Curitiba”. Apesar da repercussão nacional que a prisão na mídia ganhou, ela ainda ficou cinco dias presa na sede da Polícia Federal.

Em 1978, participou da campanha pela Anistia no CBA - CURITIBA e começou a militar nos movimentos sociais de base e de gênero, com ênfase para a saúde da mulher e a luta contra a desigualdade. Atualmente, Lígia é Secretária de Saúde na Lapa.

 

 

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