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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Paulo Gustavo de Barros Carvalho

Profissão: Médico

Idade: 70 anos

PAULO GUSTAVO DE BARROS CARVALHO faz parte de uma família católica de onze irmãos em que alguns, entre os treze e quatorze anos, participavam da JEC, no começo da década de 1960. “Eu era um anticomunista convicto, mas um cristão progressista. Até que meu irmão seminarista, que estudava em Nova Friburgo com o padre Henrique de Lima Vaz, um dos ideólogos da AP (Ação Popular), passa a me influenciar”, destaca.

Na UFPR, em 1962, quando começa a cursar medicina, as convicções de Paulo Gustavo já eram outras. Em 1963 passa a fazer parte da JUC. Na noite do dia 31 de março de 1964, o clima era de medo, “pois já sabíamos que o golpe traria profundos reflexos para o movimento estudantil”.

Engajado na luta em defesa das bandeiras que mobilizavam os universitários em todo o país, Paulo Gustavo participou da organização da AP em 1965 e foi preso em São Paulo durante uma reunião clandestina. “Tínhamos várias anotações em papel e tivemos que comer as folhas para não entregar aos agentes da Dops”, lembra. Entre os quinze estudantes presos estavam Sérgio Motta, Luiz Fernando Mendonça de Barros e Egydio Bianchi.

Até 1968, Paulo Gustavo foi intensificando a militância na AP. Já com o diploma de médico, resolveu ‘servir ao povo’ e partiu para Santa Catarina onde se “preparou para morar no campo”. Com o codinome de “Antonio”, permaneceu na clandestinidade até setembro de 1970, quando se exilou no Chile. “Lá, meu contato da AP era José Serra”, observa Paulo Gustavo.

Mas as coisas não aconteceram como planejado. Numa missão de retorno ao Brasil com o nome legal, Paulo Gustavo foi preso em Santana do Livramento pelo exército, numa ação repressiva nos moldes da operação Condor. Levado para Porto Alegre, depois transferido para o Rio de Janeiro, foi submetido a todas as técnicas de tortura por agentes do CENIMAR. Perto do natal, abatido pelas torturas, foi levado para a sede do DOI-CODI da Barão de Mesquita em São Paulo e de lá levado para Curitiba.

O ano de 1971 começa com Paulo Gustavo numa cela da Delegacia de Santa Quitéria, junto com os companheiros da AP, Edésio Passos, Luiz Alberto Manfredini, Elba Ravaglio, Walmor Marcelino, entre outros. Após dois anos e três meses de idas e vindas, pois respondia a processos no Rio de Janeiro e São Paulo, foi colocado em liberdade. “A falta do atestado negativo da DOPS impedia a todos de arrumar emprego e assumir cargos em concursos públicos. Foram tempos difíceis aqueles”.

A filiação ao PCdoB ocorreu em 1978 e foi até 1982, quando deixou o partido. “Não queria correr o risco de ser preso novamente. Apesar de não ter abandonado minhas ideias, não tinha mais coragem para militar”, destaca.  

 

 

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