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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Edésio Franco Passos

Profissão: Advogado

Idade: 74 anos

Se a disposição para enfrentar conflitos ele herdou do pai, como afirma EDÉSIO FRANCO PASSOS, foi a vida quem lhe deu mecanismos e estratégias para ser o protagonista da sua própria história de resistência à ditadura militar.  Nascido em 1939 em Tomazina, Edésio deixa Londrina em 1957 e vem para Curitiba para cursar Direito.

Ao optar pelo viés do socialismo independente, sem atrelamento à União Soviética, Edésio se filia ao PSB em 1962, mesmo ano que se forma de Direito. Já trilhando o Jornalismo, define o caminho a ser seguido: Sindicalismo e Justiça do Trabalho. E assim, a partir de 65, ele e sua esposa Zélia, junto com a pequena Ana Beatriz, partem para Maringá já inseridos na Ação Popular, a AP, movimento da igreja católica responsável pela organização da resistência ao regime militar no interior do Paraná.

Em 68, com o AI-5, o terror e o medo de instituem no Brasil, e a vigilância se intensifica. “Não havia outra saída que a clandestinidade”, relembra. Zélia e a filha vão para o Rio de Janeiro, Edésio para Minas Gerais. Em 71, ele volta para Curitiba, quando praticamente a AP já tinha sido eliminada pela força do regime. Edésio é preso na capital do Paraná e levado para o Rio de Janeiro para o Cenimar, onde foi submetido a interrogatórios a base de muita tortura psicológica, especialmente em relação à Zélia, presa em Curitiba grávida do segundo filho. Em Minas, responde a processo da Auditoria Militar e é condenado a um ano e meio, sendo solto em 75.

Três anos depois de retomada a vida em Curitiba na advocacia, Edésio é preso novamente uma semana por integrar o ‘Grupo dos 11’, como ficou conhecido a caso da Escola Oficina, a cooperativa de pais para educação infantil orientada pela Pedagogia Paulo Freire que teve grande repercussão nacional.  Com a Anistia, Diretas Já, Constituinte de 88, criação da CUT, Edésio continua sua militância. Participa da fundação do Partido dos Trabalhadores e coloca seu nome para disputar o governo do Estado e o Senado (recebeu mais de um milhão de votos), até que em 90 é eleito deputado federal.  

 

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