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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Alcidino Bittencourt Pereira

Profissão: Advogado e Engenheiro

Idade: 76 anos

“Minha vida toda foi marcada por atividades políticas”. A Afirmação de Alcidino Bitencourt Pereira, nascido em Curitiba em 1937, traz à tona a trajetória de um militante que resistiu à perseguição, à prisão, às torturas e ao exílio. Filho do Deputado Estadual Alcides Pereira Junior, Alcidino lembra que o final da década de 50, quando terminava o curso de Direito na UFPR, foi um período rico de discussões das possibilidades para o Brasil. No meio estudantil, a polarização entre nacionalistas e imperialistas monopolizava o cenário político.

Pela via do teatro engajado, Alcidino e um grupo de amigos como Edésio Passos e Walmor Marcelino organizaram o Teatro Popular de Curitiba, encenando para trabalhadores peças e esquetes que apresentavam novas teses para melhorar a vida das pessoas. Já graduado, Alcidino deixa Curitiba para trabalhar no Sindicato dos Metalúrgicos de Cubatão, no litoral paulista, onde leva a experiência do teatro.

“Os meses que antecederam o golpe de 64 foram intensos e ricos para o debate”, destaca. Alcidino lembra que na véspera do 31 de Março convocou os trabalhadores para uma vigília no sindicato. Ao chegar já encontrou os agentes do Dops e foi ‘convidado’, junto com mais de 100 trabalhadores, a ir para sede da delegacia. “Lá eu tive a dimensão da tragédia”, conta. Foram vários dias presos sem quaisquer condições, incomunicáveis e submetidos a intermináveis interrogatórios.

Mas o pior ainda estava por vir: Alcidino foi levado pela Polícia Marítima para o navio Raul Soares, embarcação que serviu de cárcere para os presos políticos de 64. Foramoito meses de completa segregação, isolamento total, interrogatórios durante a madrugada, sem acusação formal, sem julgamento.

Graças a um habeas corpus obtido pelo jurista Sobral Pinto, Alcidino foi liberado e temendo nova prisão vai para a clandestinidade e parte para o exílio no Uruguai e Chile. Em 1967, chega à França na mesma época em que é condenado à revelia no Brasil.

No exílio, intensifica seus estudos em Planejamento Urbano e de Paris vai para Argélia e Alemanha. Volta ao Brasil depois da Anistia e em 1981 é convidado para presidir o IPPUC pelo então prefeito de Curitiba Maurício Fruet, depois em Brasília no Ministério dos Transportes Urbano com Afonso Camargo, até chegar à Comec na gestão do Governador Roberto Requião.

Atualmente, mora em Paranaguá onde reside e trabalha no Departamento de Desenvolvimento. Em seu depoimento, Alcidino ainda se define como um marxista, que acredita na utopia realista do desenvolvimento da ciência e das tecnologias para garantir ao homem condições de igualdade numa sociedade mais justa e fraterna.

 

 

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