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Com o desaparecimento dos militantes, despertamos para a luta. A única saída era o enfrentamento através das organizações clandestinas.

Com o desaparecimento dos militantes, despertamos para a luta. A única saída era o enfrentamento através das organizações clandestinas.


Nome: Claudio Gamas Fajardo

Profissão: Sociológo

Idade: 62 anos

Em 1973 quando ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná, CLAUDIO GAMAS FAJARDO imediatamente se ligou ao movimento estudantil e à luta contra o Decreto- Lei 477/69, conhecido como o AI-5 das universidades, que proibia manifestações políticas de professores, servidores e de estudantes na universidade.

O Diretório Acadêmico Rocha Pombo nas Ciências Humanas era a única entidade de oposição – enquanto os demais flertavam com a Reitoria - e se transformou em reduto da esquerda. “Éramos vanguarda na luta contra a ditadura”, define Fajardo, que participou da criação de vários centros acadêmicos, agora por curso, entre eles o de Jornalismo.

No final de 1976, começo de 77, vários estudantes em São Paulo foram presos durante uma panfletagem, o que mobilizou os alunos da UFPR a chamar uma assembleia para exigir a imediata libertação dos jovens. As notícias sobre a ação da repressão chegavam com muita rapidez e já se sabia no âmbito da universidade sobre sequestros, torturas e o desaparecimento de militantes que se opunham ao regime militar. Nesse momento, “despertamos para a importância da luta” e a única saída era o enfrentamento através das organizações clandestinas. Fajardo passa a atuar na Política Operária, a Polop, e junto com outros companheiros mantem grupo de estudos sobre marxismo e intensifica as ações para a organização da massa trabalhadora.

Em maio de 77, é detido com outros oito estudantes numa panfletagem de convocação de uma assembleia, entre eles Fajardo e Ivo Pugnaloni. O grupo é levado para a sede do Dops e lá são ameaçados e sofrem tortura psicológica praticada pelos agentes públicos. Mesmo depois desse episódio, Fajardo continua sua militância política, seja no clandestino MR-8 em Campinas, seja no MDB – e depois no PMDB - em Curitiba na organização de associações de bairros. Passa a fazer parte do Comitê Brasileiro pela Anistia e é eleito vice-presidente, com Narciso Pires na presidência do CBA.

Junto com a Anistia, em 79 consegue terminar a graduação em Ciências Sociais e mais tarde faz mestrado em Sociologia na Unicamp. Hoje, Fajardo continua sua militância política partidária, sendo um dos fundadores do Partido da Pátria Livre, o PPL.

 

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