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Eu era um poeta engajado, um militante da poesia, e me transformei em refugiado.

Eu era um poeta engajado, um militante da poesia, e me transformei em refugiado.


Nome: Manoel de Andrade

Profissão: Advogado e Poeta

Idade: 73 anos

 Em outubro de 1968, um poema exaltando um ano da morte de Ernesto Che Guevara transforma a vida de MANOEL ANDRADE, nascido em 1940 em Rio Negrinho, cidade de Santa Catarina, já diplomado em 65 em Direito pela Universidade Federal do Paraná, casado e pai de uma filha de seis anos. Com a ode ao revolucionário que pregava a luta armada para combater ditaduras, Manoel teve o poema mimeografado em quatro mil cópias que foram distribuídas fartamente pelos amigos nas universidades, sindicatos, entidades ligadas a movimentos sociais e onde houvesse um grupo de resistência ao Regime Militar.

Foi o que bastou para despertar na repressão o interesse pelo autor dos versos, considerado ‘subversivo, terrorista e perigoso’. “Eu era um poeta engajado, um militante da poesia, e me transformei em refugiado”, lamenta Manoel. Para fugir da perseguição e possível prisão, deixou mulher e filha e iniciou um autoexílio em março de 69 no Paraguai, depois passando por Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Equador.

Nesse périplo pelos países da América Latina, Manoel sobrevive da solidariedade dos apoiadores aos exilados políticos, e da poesia, ainda engajada, editada em livretos e livros, além de palestras para jovens nas universidades que também lutam contra governos opressores. No Peru, é preso por quatro dias por suas críticas contidas em sua produção literária e é expulso para o Equador. Quase quatro anos depois, em final de 1972, volta ao Chile e recebe no exílio a visita da esposa, que com o sogro, senador brasileiro, negocia o retorno ao Brasil.

Para voltar, lembra Manoel, a condição era ficar longe da poesia e da política. “Para sustentar a família, fui vender a Enciclopédia Delta Larousse no interior do Paraná”, conta Manoel, que mesmo assim ainda era vigiado pelos agentes da repressão. Em seu depoimento, Manoel Andrade conta como foram os tempos de autoexílio e os 30 anos longe da poesia e da militância política, já que somente em 2002 volta a escrever poemas, sempre engajados.

 

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