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O movimento estudantil era organizado. Participei da passeata dos cem mil no Rio de Janeiro. Eu era guri, mas achava que era justo e pronto.

O movimento estudantil era organizado. Participei da passeata dos cem mil no Rio de Janeiro. Eu era guri, mas achava que era justo e pronto.


Nome: Julio Covello

Profissão: Jornalista

Idade: 62 anos

Aos 16 anos, JULIO CÉSAR COVELLO NETO sai de Guarapuava para estudar no Rio de Janeiro e morar com a avó. Era 1967. Na cidade maravilhosa, Júlio vivencia a efervescência cultural e agita no movimento secundarista no Colégio André Maurois. “Eu era um guri e não tinha formação política. Eu ouvia as palavras de ordem, ‘Abaixo a ditadura’, ‘O povo no poder’, achava justo e pronto”.

Quando o estudante de Medicina Edson Luiz foi morto no Restaurante Calabouço após a invasão da Polícia Militar em 28 de Março de 1968, Júlio estava lá entre centenas de secundaristas que foram protestar. Em junho, ele também estava na passeata dos 100 mil, e em outros tantos protestos e ações contra a ditadura e seus generais. Participava de discussões filosóficas, fazia leituras políticas, panfletagem e pichações e aprofundava sua militância.

Cada vez mais engajado, passa a fazer parte da rede de apoio de organizações clandestinas como a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e MR-8, com inserções na Val-Palmares. Decide aderir à VPR e vive na clandestinidade. Em junho de 70, a VPR sequestra o embaixador alemão Ehrenfried von Holleben, que é trocado por 40 presos políticos que seguem para a Argélia. Julio, que ajudara na preparação da ação já estava fora da organização, mas para a repressão isso não contava. “Eles me pegaram em casa, no começo de agosto de 1971. Me levaram para o Doi-Codi onde fiquei 15, 20 dias. Depois fui para o Forte de Copacabana e Forte do Leblon. Fiquei preso até final de setembro”. Foi processado, julgado e absolvido.

Em seu depoimento, detalha as torturas sofridas nas diversas celas por onde passou e as sequelas que carregou durante anos.

 

 

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