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Sempre me movi pela história do período em que vivi. Sabíamos o que podia acontecer.

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Nome: Luiz Alberto Manfredini

Profissão: Jornalista

Idade: 63 anos

O jornalista LUIZ ALBERTO MANFREDINI começou sua atividade política aos 16 anos ao participar do grêmio estudantil no Colégio Militar do Paraná. Ao ingressar na AP, em reunião na casa da jornalista Teresa Urban, Manfredini participou intensamente das manifestações de 1968, inclusive da tomada da Reitoria em 14 de Maio pelos estudantes que protestavam contra os acordos MEC-USAID, pela liberdade de expressão e pelo fim da ditadura. Antes disso, Manfredini já havia sido preso, em 1967, no Rio de Janeiro, por atuação no movimento estudantil.

Foi preso mais três vezes, uma delas em 17 de Julho de 1969 em São Paulo pela Operação Bandeirante, aos 19 anos, sofrendo as mais bárbaras torturas quando estava sob a custódia do Exército. Morando na capital paulista com a esposa, Manfredini trabalhava numa metalúrgica como estratégia da AP para mobilizar os operários para a luta contra o regime militar. O casal ficou 10 dias na sede da operação, submetidos ao pau de arara e outras sevícias. Liberados, Manfredini e a mulher vão para a clandestinidade. “Naquela época, ser preso significava risco de vida”. Vigilância, perseguição e medo. Essa era a rotina de um militante de qualquer organização clandestina.

Ao retornar a Curitiba onde vai trabalhar como copydesk, antigo revisor de textos jornalísticos no jornal O Estado de Paraná, Manfredini é preso novamente junto com Edésio Passos, ainda em função do processo da AP. Na ocasião, o diretor de redação do jornal, Mussa José Assis, vai até à Polícia Federal visitá-lo. “Sou muito agradecido por este gesto”, enfatiza. Em 1973, todos são absolvidos deste processo.

Em Março de 1978, já atuando como jornalista do Jornal do Brasil e militando pelo PC do B, Manfredini está entre os envolvido no caso da Escola Oficina, de ensino infantil, que a repressão julgava ser uma escola que ensinava comunismo para crianças. A prisão dos pais de alunos que mantinham a cooperativa de ensino teve grande repercussão na mídia nacional e até internacional, fazendo com que todos fossem logo liberados. Mas ainda assim, foram processados.

 

 

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