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O medo não pode fazer com que a gente fique quieta. Mesmo num tempo em que a vida está por um fio.

O medo não pode fazer com que a gente fique quieta. Mesmo num tempo em que a vida está por um fio.


Nome: Elizabeth Franco Fortes

Profissão: Jornalista

Idade: 68 anos

Vinda do interior do Paraná, chegou em Curitiba em 1964 e ingressou na Pontifícia Universidade Católica, em 1966, para cursar Jornalismo. ELIZABETH FORTES, hoje jornalista aposentada, participou ativamente de 1966 a 1968 do movimento estudantil. “Vivíamos um período de intensa ebulição, com acesso à leitura, cinema, teatros e grande agitação na faculdade”, lembra Elizabeth, que até hoje entende que “o medo não pode fazer com que a gente fique quieta”.

Tudo muda quando em maio de 1968, Elizabeth é presa em São Paulo por participar do Congresso da UNE em Ibiúna. Dezenas de estudantes do Paraná foram presos. “Foi desesperador. Da sede do Dops, fomos levados para o presídio, tivemos que fazer uma greve de fome para ter melhor tratamento”. Após uma semana presa na capital paulista, Elizabeth foi ‘solta’ em frente ao prédio da UPE em Curitiba.

“Era uma insegurança total e a vida estava sempre por um fio”. Dois meses depois, em dezessete de dezembro daquele ano, Elizabeth foi presa novamente na Chácara do Alemão, onde seria realizado um minicongresso regional da UNE em Curitiba. Dos mais de quarenta presos na operação, apenas quinze foram “selecionados” para o processo.

Condenada a um ano e meio, Elizabeth dividiu a cela com Judite Barbosa Trindade, as únicas mulheres do processo da Chácara do Alemão. Enquanto cumpria a pena, sua irmã, Ana Beatriz Fortes, foi presa pela polícia política em Curitiba, levada para Foz do Iguaçu e barbaramente torturada no Batalhão do Exército da Fronteira, sendo solta após dez dias de terror. Após o cumprimento da pena, Elizabeth retomou a faculdade de Jornalismo e foi trabalhar no Jornal “O Estado do Paraná”.

 

 

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