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O meu tempo está contado. O que eu aprendi, entendi, vi, vai sumir comigo. Alguém tem que continuar esse projeto.

O meu tempo está contado. O que eu aprendi, entendi, vi, vai sumir comigo. Alguém tem que continuar esse projeto.


Nome: Dácio Villar

Profissão: Economista

Idade: 68 anos

DÁCIO VILLAR nasceu em Mandaguari e foi criado em Porecatu. Neto de operário anarquista assassinado no Braz, começou a trabalhar com doze anos. Após alguns anos, mudou-se para Londrina, onde aprofundou seus conhecimentos em contabilidade e passou a trabalhar como classificador de produtos agrícolas.

Contra a implantação dos acordos MEC-USAID para privatizar o ensino universitário, participou como delegado no Congresso da UNE em Ibiúna. Foi mantido no presídio Tiradentes por alguns dias junto aos demais representantes, até ser trazido e libertado em Curitiba. Villar esteve entre os estudantes condenados.

Libertado, após cumprir pena de dezoito meses no presídio (17 de dezembro de 1968 a 18 de julho de 1970), marcado pela repressão perdeu seu emprego e curso, sendo coagido a sair do Paraná e se estabelecer em São Paulo, capital. Lá, após seu passado ser descoberto, sua casa foi invadida e se viu mais uma vez obrigado a fugir, primeiro para Campinas, refugiando-se em uma igreja, depois Belo Horizonte e por fim Ilhéus, na Bahia, onde havia um grupo da Ação Popular (AP), entidade à qual Villar estava ligado como simpatizante.

Porém, devido à atuação da repressão na cidade, teve que deixá-la no mesmo dia em que chegou, partindo para Salvador, onde também foi aconselhado a partir. Segue a sugestão recebida e vai para o Rio de Janeiro, em janeiro de 1972, onde com sua esposa faz nova carteira de trabalho e passa a trabalhar com representação comercial, hospedando e prestando apoio a clandestinos da AP. Volta ao Paraná somente para o processo da Anistia. Suas lembranças reconstituem em detalhes os melancólicos anos passados no presídio do Ahu.

 

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