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Mantenho os mesmos ideias progressistas e a convicção que me fizeram lutar para mudar o país e a ordem mundial

Mantenho os mesmos ideias progressistas e a convicção que me fizeram lutar para mudar o país e a ordem mundial


Nome: Clair da Flora Martins

Profissão: Advogada

Idade: 68 anos

CLAIR DA FLORA MARTINS integrou a Ação Popular em sua juventude. Quanto a essa militância, destaca que “em 1966 eu me filiei à Ação Popular, que era um partido de massa, que não só tinha uma interseção no movimento estudantil, mas em diversos outros segmentos da sociedade, por exemplo bancários, meio operário. Eu, então, não só comecei a participar do movimento estudantil, mas também tinha ligações estreitas com esses outros movimentos bancário e operário. As mobilizações cresceram e logicamente, em contrapartida, também o movimento de repressão em todo o país. Foi quando nossa luta também se dirigiu não só para questões vinculadas ao movimento estudantil, mas também em relação à luta contra a ditadura e pelas liberdades democráticas”.

Com o endurecimento do regime após o AI-5, Clair entrou na clandestinidade, indo para São Paulo “assumir a coordenação do diretório da ação popular nessa cidade, juntamente com outros dois companheiros. Fiquei vinculada mais ao movimento operário, e lá então pretendíamos não só organizar o movimento operário juntamente com outros segmentos da sociedade, mas também o partido tinha uma visão de que nós tínhamos que ter uma dedicação relacionada também ao movimento agrário, movimento

camponês”.

Em decorrência dessa atuação, Clair acabou presa em São Paulo, em 1971. Lá, sofreu todo tipo de tortura, física e psicológica, praticada pela equipe do Delegado Fleury na sede da DOPS paulista. Em suas palavras, “já a partir do ato da prisão nós já fomos agredidos, fomos presos pela equipe do famoso delegado Fleury. A partir de então já sofremos todo tipo de tortura. Fomos presos eu e meu companheiro nesse dia, Hasiel da Silva Pereira. Já fomos levados para a DOPS, e lá nos interrogatórios sofremos espancamentos, choque elétrico, pau-de-arara e outros tipos de tortura, como permanecer numa cela isolada por quarenta dias”.

Após permanecer oito meses presa em São Paulo, Clair foi trazida de carro para Curitiba e ficou ainda uns dias presa na sede da PE na praça Rui Barbosa. Depois, viveu na clandestinidade no Rio Grande do Sul até ser absolvida pela Justiça Militar, quando retornou para Curitiba.

Filiou-se ao PMDB, atuou junto aos movimentos feministas e em 2000, já no PT, foi eleita para a Câmara de Veradores de Curitiba e dois anos depois e 2002 se elegeu Deputada Federal Federal sendo a primeira mulher a conquistar um mandato federal na história política do Paraná. “Mantenho os mesmos ideias progressistas e a convicção que me fizeram lutar para mudar o país e a ordem mundial”.

 

 

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