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Eu me lembro do dia Primeiro de Abril de 64, quando padres americanos conclamavam as Senhoras para marchar nas ruas contra o governo e a ameaça comuni

Eu me lembro do dia Primeiro de Abril de 64, quando padres americanos conclamavam as Senhoras para marchar nas ruas contra o governo e a ameaça comuni


Nome: Ivo Pugnaloni

Profissão: Engenheiro Elétrico

Idade: 60 anos

Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni nasceu no Rio de Janeiro, mas passou parte de sua infância em Brasília. Em suas lembranças, refere-se à forte influência “getulista” e nacional-estatista de seu pai, em oposição aos “entreguistas” e “lacerdistas”. Em 1967, Ivo então com quatorze anos muda com sua família para Curitiba.

 

O rádio amador fez parte de sua adolescência, por meio do qual ouvia transmissões internacionais, destacando-se as lutas anticoloniais na África e Ásia. Pugnaloni iniciou sua militância política de fato quando passou no vestibular, em 1972, sendo influenciado por seu amigo “Antão”, da Política Operária (POLOP) ou de seu desdobramento, o Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP). Até 1974, junto a uma pequena célula dessa entidade, dedicou-se basicamente a estudar e discutir a realidade socioeconômica do Brasil, sem promover atos públicos. A palavra de ordem da entidade  “economicista” era contra a ditadura e a exploração capitalista, e não pela liberdade como fim em si. Ou seja, defendiam não só a liberdade democrática, mas o socialismo.

 

Defrontando-se com um ensino sucateado, aproximou-se de um dos poucos grêmios ainda atuantes, o de Arquitetura e Urbanismo, onde havia um cineclube com uma conotação mais política. Inspirado nessa experiência, participou da organização da assembleia de fundação do grêmio de Engenharia Elétrica separado do diretório de Engenharia Civil, que se resumia a “cervejada e jogos de futebol”. Pela nova entidade acadêmica, promoveram eventos sociais e abaixo-assinados para contratar professores. Uniram-se ao grêmio de Arquitetura e Geologia e organizaram uma chapa, vencendo as eleições para o diretório estudantil, que passou a ser presidido por Samuel Bracarense Costa.

 

Entre 1976 e 1977, promoveram movimentos para melhorar as condições de permanência dos estudantes na Universidade. Em decorrência dessa atuação, Ivo foi preso e mantido várias horas no DOPS com alguns companheiros e companheiras, onde foram agredidos pelos agentes públicos. Algumas horas depois, foram transferidos para a polícia federal onde passaram a noite e foram interrogados ao amanhecer. Na saída, foram novamente capturados pelas famigeradas “veraneios”, nas próprias escadarias da Polícia Federal, sendo levados mais uma vez ao DOPS para registrar suas digitais. Imediatamente após esse episódio, foi demitido do cargo de professor na escola técnica por ordem do superintendente da PF e passou a ser seguido por alguns meses.

 

Em 1978, passou a atuar no movimento de moradores de periferia, organizando as associações e prestando apoio topográfico nas invasões para drenagem da água das chuvas e arruamento, o que garantia loteamento, saneamento e eletricidade aos moradores. Buscou filiá-los em massa no MDB, porém a presidência regional não aceitou as fichas. Ainda no final dos anos 1970, participou da organização da greve dos metalúrgicos, perdendo mais uma vez seu emprego (agora na SIEMENS) e ficando nessa condição por seis meses.

 

Desiludido com o PMDB, Ivo aderiu ao projeto de fundação e expansão do Partido dos Trabalhadores no Paraná, o que lhe custou outra vez o emprego. Embora sustente algumas críticas, Ivo continua militando até os dias de hoje no PT. Além dessa luta político-partidária, seu relato remete ao início do período de transição oficial, agregando importantes elementos para compreendermos melhor a ótica dos estudantes de então. 

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