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Eu estava jurado de morte e na lista do Esquadrão da Morte. Estar na cadeia vivo para mim era lucro.

Eu estava jurado de morte e na lista do Esquadrão da Morte. Estar na cadeia vivo para mim era lucro.


Nome: Antonio João Manfio

Profissão: Professor

Idade: 69 anos

ANTONIO ALBINO RAMOS DE OLIVEIRA cursava Direito e Filosofia na Universidade Federal do Paraná quando foi atingido pela avalanche da “Revolução Salvadora” de 1964. Recordou de sua primeira aula de Direito Constitucional, em que o Professor Munhoz de Mello (Constituinte em 1946) pediu desculpas, disse que não poderia prosseguir porque a Constituição fora rasgada, fechou a porta e foi embora. “Foi meu primeiro contato com a política”, lembra.

Irmão de Hiran Ramos de Oliveira, militante preso e condenado pela atuação no Partido Comunista (PC), Antonio respondeu em 1967 a Inquérito Policial Militar (IPM) por seu envolvimento no PC o obrigando a fugir com a mulher grávida para o interior do Estado antes de ser preso. A sorte, segundo ele, é ter sido processado antes do AI-5, de dezembro de 1968. Processo que acabou o inocentando por falta de provas.

Permanece com a família em Bela Vista do Paraíso até 1975, afastado da política e qualquer tipo de militância. Antonio lembra de apenas um episódio nesse período que foi abrigar por meses uma militante do PC de Maringá, chamada Maria Alice, indicada por Manoel Jacinto, de Londrina. “Soube que ela foi presa e torturada barbaramente. Depois disso não tive notícia dela, desde 75”, afirma.

Apesar das dificuldades financeiras quando retorna a Curitiba, com o apoio da família retoma os cursos de Direito e Filosofia, e a única opção é priorizar sua esposa e filhos. Segue carreira de Juiz Federal no Tribunal Regional Federal da 4º Região, da qual está aposentado. 

 

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