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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Valmor Weiss

Profissão: Empresário

Idade: 76 anos

O ex-sargento VALMOR WEISS, nascido em Rio do Sul, Santa Catarina, em 1937, considera o início de sua trajetória política uma viagem que fez para conhecer Curitiba, em 1953. No trajeto de retorno, sentou ao lado de um jovem, Luiz Geraldo Mazza, que foi falando de Marx, reforma agrária, petróleo a viagem inteira. “Quando me separei desse jovem, já me sentia um esquerdista”.

 Em meados dos anos 1950 foi trabalhar em Paraíso do Norte e após algum tempo se mudou para Curitiba, inicialmente exercendo o ofício de garçom. Em 1956 começou a servir o exército, realizando cursos e completando seus estudos, alimentando o sonho de seguir carreira. No começo dos anos 1960, passou a acompanhar e se envolver cada vez mais com a vida política, contestando pontos específicos atinentes aos sargentos, como sua condição de inelegibilidade eleitoral na prática e a hospedagem em quartos coletivos dos hospitais e não em quartos individuais. Já próximo do golpe, tornou-se autor de uma coluna do jornal trabalhista Última Hora, dedicada à vida na caserna (Plantão Militar).

 “Entre nós sargentos discutíamos muita política em nível de Brasil [...] havia um sentimento nacionalista”. Uma reportagem que escreveu sobre um sargento abandonado culminou na invasão do jornal e no início de seus atritos com a alta oficialidade. Weiss chegou a formar um grupo com outros suboficiais nacionalistas e trabalhistas (Comando Geral dos Sargentos), iniciando algumas articulações fora do estado.

 Pressentindo o golpe, elaboraram um plano de resistência, que incluía a tomada do aeroporto Afonso Pena. Contudo, não tiveram tempo de executar o projeto, pois foram presos no 20º RI em Curitiba, nos primeiros dias do novo regime. As péssimas condições carcerárias resultaram na morte de um dos companheiros de Weiss, vitimado por doença transmitida por rato. Foram submetidos a longos interrogatórios, acompanhados de torturas físicas e psicológicas, e transportados de carro com os olhos vendados, para um local desconhecido, possivelmente um navio.

 De regresso a Curitiba, Weiss foi largado na cela 310 do Presídio Provisório do Ahu, mantido isolado e incomunicável até que finalmente conseguiu o habeas corpus, após várias tentativas infrutíferas. Liberado em meados de 1965, de preso se tornou um perseguido político, pois seus passos foram monitorados por certo tempo e não conseguiu nenhum emprego formal. Nos anos subsequentes se dedicou exclusivamente aos negócios, tornando-se um empresário de sucesso.  

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