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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Tarcísio Trindade

Profissão: Professor

Idade: 62 anos

JOSÉ TARCÍSIO PIRES TRINDADE tinha 19 anos quando foi preso no trabalho em Maringá por uma equipe do Exército, Capitão Antonio Benedito Balbinotti, durante ofensiva da repressão contra o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) no Norte do Paraná. Da vida tranquila numa família de nove irmãos, Tarcísio Trindade engaja-se na militância estudantil em meados de 1969, muito influenciado pelo irmão Benedito Pires Trindade, que em final de 68 tinha sido preso em São Paulo durante a participação no Congresso da UNE em Ibiúna.

Enquanto Benedito está vivendo clandestino na capital paulista militando pela Ação Popular (AP), Tarcísio passa três meses preso no Quartel do Exército de Apucarana, sofrendo agressões físicas e ameaças, “mas sem tortura forte”, minimiza. “Fiquei numa cela sozinho, testemunhando os gritos dos jovens torturados na madrugada. Queriam saber quem era o cabeça”. Após a prisão, Tarcísio passou um período de isolamento, “uma época difícil para mim e minha família”. A retomada da ‘vida normal’ veio com o ingresso na Universidade Estadual de Maringá (UEM) pra cursar Engenharia, após a absolvição do processo do PCBR, mas a vigilância persistia.

Já formado, Tarcísio ingressa na UEM como docente em 1979. Sua ficha na DOPS já era conhecida da reitoria, pois foi “convocado pelo ‘Tenente Rodrigues’, responsável pelo ‘ASI’ da UEM, para falar sobre a minha militância”, recorda Tarcísio. Mesmo com a advertência, participa da criação da Associação dos Docentes da UEM (Aduem) em 80 e da primeira greve do ensino estadual. Por sua militância, por duas vezes concorre na eleição para Reitor, em 1990 e 2002.

 

 

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