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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Rodolfo Mongélos

Profissão: Aposentado

Idade: 84 anos

Paraguaio de nascimento, RODOLFO MONGELÓS LEGUIZAMÓN mora no Brasil há mais de cinquenta anos. Refugiou-se em Foz do Iguaçu, em 1959, alguns anos após o golpe do general Alfredo Stroessner. Perseguido, viu-se obrigado a deixar um importante cargo político que ocupava em seu país, passando a viver do comércio.

O golpe civil-militar no Brasil, em 1964, colocou a comunidade paraguaia refugiada em Foz em uma situação de fragilidade, pois o novo governo brasileiro se acercou da ditadura paraguaia. Assim, os exilados desse país passaram a ser vigiados e cerceados em sua liberdade de movimentação.

Entre julho e agosto de 1969, Rodolfo e Alejandro Stumpf Mendoza foram presos em suas respectivas residências durante a madrugada por militares do batalhão de fronteiras de Foz. Após dezessete dias, foram conduzidos a Curitiba e mantidos incomunicáveis no quartel da PE, acusados de ligação com o MR-8 (DI-RJ) e de planejar atividades subversivas no Paraguai. Após vinte e um dias na capital paranaense, foram transferidos para o CENIMAR, no Rio de Janeiro, e depois para a Ilha das Flores, onde permaneceram por mais dezessete dias, até serem liberados e voltarem a Foz.        

Em dezembro de 1974, novo tormento se abateu sobre Mongelós, Stumpf e Anibal Abatte Soley, paraguaios exilados em Foz, sequestrados provavelmente pelo DOI-CODI juntamente com César Cabral. Os agentes da repressão, mais uma vez, queriam saber sobre operações no Paraguai. Antes de uma viagem de trinta horas para um local clandestino em Goiás, onde foram mantidos em condições degradantes, os quatro levaram socos e pontapés e foram submetidos a torturas psicológicas, como simulação de fuzilamento. No destino, novamente, torturas psicológicas e péssimas condições de cárcere.

Suas vidas foram preservadas por supostas ordens do presidente Geisel, influenciado por pressões internacionais. Em troca, não puderam voltar a Foz. Mongelós decidiu residir em Curitiba, onde permanece até hoje. É sabido que, em diferentes momentos os paraguaios atuaram na resistência tanto contra a ditadura paraguaia e brasileira. Os relatos de Rodolfo, Aluizio Palmar e José Carlos Mendes trazem mais informações sobre essa real participação. 

 

 

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