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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Paulo Sá Brito

Profissão: Engenheiro

Idade: 63 anos

Nascido no ano de 1950, em Curitiba, PAULO DE ALBUQUERQUE SÁ BRITO foi influenciado pelo ideário libertário de seu pai. Mas, foi seu amigo Celso José Gorski, o “Gogól”, que o apresentou para o movimento familiar cristão, que não era uma atividade propriamente da igreja, mas um grupo que se reunia semanalmente, nos sábados à tarde, para discutir temas da vida. Pouco tempo depois, Paulo passou a frequentar as reuniões de sábado à noite, que agregavam um pessoal mais velho, próximo da JUC e JEC. Algumas dessas pessoas, como Tereza Urban e José Carlos Zanetti, participaram dos primórdios da AP no estado, organização da qual Paulo se aproximou a partir de 1966. Juntamente com seus colegas secundaristas, formou a célula do colégio militar, encarregada de pichações e panfletagem.

 Aprovado em matemática na UFPR, organizou conjuntamente com Hamilton Faria o comando de calouros, agregando dois de cada curso, totalizando cerca de quarenta pessoas. Paulo participou ativamente do ME, que recrudesceu suas ações em 1968, atuando não só nos atos públicos, como em comícios nas salas, pichações e panfletagens. Com a desintegração da célula do colégio militar, passou a participar das reuniões do movimento universitário da AP, que congregavam mais de dez jovens nos fundos da casa de Versa Weisheimer. Foi preso pela primeira vez nessas agitações do “Ano que não terminou”, tornando esse contratempo um ato político ao gritar, enquanto era conduzido pelos policiais, “povo é essa a repressão da ditadura”.

 Sua vida foi profundamente marcada pela diretriz de “integração na produção” da AP, executada com mais ênfase a partir do AI-5. Casou e, após algum tempo se deslocando na clandestinidade pelo Paraná, Paulo e “Detinha” foram alocados em Mauá, não sem antes ele ficar vagando pelas ruas da capital paulista, passando por sérias dificuldades. Tornaram-se operários e realizaram um trabalho de massa nas fábricas onde passaram a trabalhar e no bairro, Jardim Zaira, juntamente com “Betinho”. Pressentindo a iminente queda de toda a articulação, fugiram para Curitiba, afastando-se da militância. Em 1971, quando estava trabalhando em um banco, Paulo foi preso, no processo de desmantelamento da organização no estado. Então, iniciou sua peregrinação passando por locais da repressão, como a PF, delegacia da Santa Quitéria, DOPS de São Paulo, OBAN e o presídio Tiradentes.

 Após responder ao processo, tentou retomar sua vida, sendo aprovado no curso de engenharia. Desenvolveu uma tímida atuação estudantil junto ao MEP, distribuindo o jornal “Em tempo”, e participando da Escola Oficina, sendo novamente preso. Na década de 1980, já formado, atuou junto ao movimento sindical dos engenheiros elétricos. Experiência impar é assistir ao seu depoimento e na sequência mergulhar nas páginas de seu livro “Como quem risca a pedra”, no qual constrói uma narrativa literária a partir de suas memórias juvenis, quando integrou a AP juntamente com Luiz Alberto Manfredini, Celso Gorski e Hamilton Faria. 

 

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