A PHP Error was encountered

Severity: Notice

Message: Only variable references should be returned by reference

Filename: core/Common.php

Line Number: 257

A PHP Error was encountered

Severity: Warning

Message: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/kelle/dhpaz.org/system/core/Exceptions.php:185)

Filename: libraries/Session.php

Line Number: 675

A PHP Error was encountered

Severity: Warning

Message: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/kelle/dhpaz.org/system/core/Exceptions.php:185)

Filename: libraries/Session.php

Line Number: 675

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Osvaldo Alves

Profissão: Médico

Idade: 79 anos

Nascido em Araranguá, Santa Catarina em 1934, OSVALDO ALVES tem na origem a vida difícil do trabalho na roça. A despeito de qualquer impedimento, a vontade de estudar fala mais alto e ele vai para Porto Alegre para cursar medicina, “movido pelo sentimento de humanidade e o desejo de fazer algo mais pelos pobres e doentes”. Além de um idealista, o “Dr. Osvaldo”, como é conhecido, é um marxista que em 1964 já praticava a medicina social, ajudando os mais carentes, lutando pela igualdade e o fim das injustiças no interior do Rio Grande do Sul.

 A proposta de fazer medicina popular trouxe Osvaldo a Mandaguari, Norte do Paraná, em meados de 1967. “Eu não era militante de nenhum partido, embora conhecesse as doutrinas e tivesse alguns amigos comunistas”, afirma. Em Mandaguari, ele mantinha o Hospital São Francisco, ao mesmo tempo em que participava de reuniões políticas, algumas em sua casa, com integrantes do PCB como Ildeu Manso Vieira, Salim Haddad, Luiz Gonzaga Ferreira, Nelson Pedro Zambom, Mário Siqueira e Narciso Pires, os mais próximos.

 Todo esse grupo que estava tentando reorganizar o PCB caiu em 1975, quando foi deflagrada a operação Marumbi. Osvaldo foi preso em onze de setembro, por volta das vinte e três horas, quando retornava de uma festa em Arapongas, cidade próxima. “Sequestrado, algemado, tratado como bandido, fui levado para o quartel de Apucarana e torturado a noite inteira com as mais variadas técnicas”, relembra.

 Em seu depoimento, Osvaldo conta como foi o tempo em que passou na prisão, o relacionamento com os companheiros de cela e como, ao sair, resolveu mudar de vida. “Aproveitei o tempo na cadeia para refletir, estudar e quando sai deixei de ser capitalista e abandonei a medicina. Mudei minha filosofia de vida, fiz voto de pobreza e de 1980 para cá virei um ermitão urbano”, afirma.

 

 

Voltar para depoimentos

Visite-nos:

Rua Voluntários da Pátria, 475, Ed. Asa

Escritório: conjunto 1209, 12º andar

Mini auditório: conjunto 608, 6º andar

Centro - Curitiba/Pr - 80020-000

Fone: ++ 41 3079-1759