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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Manoel Barbosa

Profissão: Advogado

Idade: 56 anos

MANOEL VALDEMAR BARBOSA FILHO começa sua militância política em 1976, muito influenciado pelo pai, sargento da Polícia do Exército preso em 64 por participação no Grupo dos 11 de Leonel Brizola no Rio Grande do Sul. Com a família instalada na Lapa, Barbosa vem para Curitiba para cursar Letras e morar na Casa do Estudante Universitário (CEU). Tem contato com o PCB e a Libelu. Inicia intensa militância na resistência, participando das reuniões, passeatas, pichações e ações do Comitê de Defesa da Amazônia e Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA), entre outros movimentos.

Já engajado no PCdoB, Barbosa era responsável pela distribuição da Tribuna da Luta Operária, ‘junto com o ‘camarada Andrade’, Antonio César Andrade. “Íamos buscar o jornal na transportadora e depois vender no centro”, relembra. Por conta desta atividade, Barbosa foi preso ou detido dezenas de vezes. “Parei de contar na quadragésima detenção”, brinca.

De todas as prisões, Barbosa destaca duas em seu depoimento: Em 22 de Março de 1982, ele e Andrade foram presos na Praça Rui Barbosa hasteando a bandeira do PCdoB para comemorar os 60 anos de fundação do partido e que estava na ilegalidade.  A internacional prisão teve repercussão internacional. “Na Polícia Federal, o interrogatório era para saber de onde tinha vindo a bandeira, se de Cuba ou de Moscou”, rememora. Esta prisão o abalou psicologicamente, pois presenciou o companheiro Andrade sendo agredido fisicamente e teve a família ameaçada pelos agentes federais.

Mesmo abalado, Barbosa continuou a participar das manifestações, de greves de sindicatos, das campanhas pela Anistia e Diretas Já. E foi numa destas manifestações, quando estava colando cartazes para pedir a libertação de estudantes presos pela ditadura, ele e mais 40 militantes de diversas correntes foram presos: “Foram sete dias incomunicáveis, dos dez em que ficamos presos em celas separadas, luz acesa e muito medo com o que podia acontecer com a família”.

Casado com Matsuko Mori Barbosa, companheira de militância no PCdoB, Barbosa se formou em Direito em 1985, chegou a presidir o partido em Curitiba e começou a trabalhar com sindicatos na área trabalhista. Até hoje acredita que o socialismo é o futuro da humanidade.

 

 

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