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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Léo de Almeida Neves

Profissão: Advogado

Idade: 81 anos

LÉO DE ALMEIDA NEVES nasceu em Ponta Grossa, em 1932, e se formou em Economia e em Direito, respectivamente pela Faculdade de Ciências Econômicas do Paraná (1953) e pela Universidade Federal do Paraná (1954). Na UFPR, foi vice-presidente do CAHS. Ainda muito jovem começou a atuar no PTB, galgando cargos em diretorias municipais e estaduais e transmitindo o programa “PTB em marcha”. Exerceu o jornalismo no jornal “Diário do Paraná”, ao passo que também publicou artigos em outros veículos, como Jornal do Brasil, Correio da Cidadania, Gazeta do Povo, Diário dos Campos, Jornal da Manhã e Folha de Londrina. Desde os anos 1990 vem publicando obras sobre a política nacional.

Ao longo de sua trajetória Léo de Almeida Neves exerceu diversos cargos, na iniciativa privada (como a Companhia Cacique de Café Solúvel) e em empresas públicas (Banco do Brasil, Banestado, etc.). Mas, notabilizou-se por sua atuação na política institucional. Até o golpe de 1964 e a extinção do PTB decorrente do AI-2 e da implementação do bipartidarismo, Léo foi uma das principais lideranças do trabalhismo em Curitiba, no Paraná e no Brasil. Na capital paranaense foi o presidente do diretório municipal por cinco anos.

No estado, foi o secretário geral por nove anos. Ainda, foi eleito vice-presidente e secretário geral da executiva nacional do PTB, no tempo em que o partido era presidido pelo próprio Jango. Nesse período, Léo também exerceu mandatos como deputado estadual, eleito em 1958, e deputado federal, eleito como o candidato mais votado já do MDB, em 1966. Léo teve importante atuação em nível nacional também no partido antagonista da ARENA, presidindo seu diretório de Curitiba e atuando desde sua fundação, com importante trabalho de consolidação no estado.      

Na ocasião do golpe, encontrava-se Léo no Rio de Janeiro, retornando ao Paraná para participar das eleições de 1966. Bem sucedido no pleito, sua atuação política no estado foi até março de 1969, quando teve seu mandado cassado com base no AI-5 e seus direitos políticos suspensos por dez anos. A acusação era de que Léo seria comunista. Mas, há tempos sua atuação política era monitorada, sendo registrada na DOPS sua participação em uma campanha pela legalização do PCB e em um ato de repúdio à invasão de Cuba pelos EUA, ambos anteriores ao golpe.

Suas atividades parlamentares irritavam o governo, haja vista sua participação na CPI da desnacionalização (que disciplinava os investimentos diretos de capitais estrangeiros no país) e da energia nuclear. Um artigo jornalístico de 1968 colocava seu nome como forte candidato a governador do Paraná pelo MDB, em uma possível eleição estadual, sendo, portanto, uma liderança a ser combatida. Ademais, Neves já havia enfrentando o regime abertamente, quando ingressou na Frente Ampla.

Léo foi beneficiado pela Lei de Anistia, em 1979, recobrando seus direitos políticos. Eleito anteriormente para a suplência, em 1985 assumiu o mandato de deputado federal, agora pelo PMDB. Nos anos 1990 seria o suplente do senador Roberto Requião, pela mesma sigla. 

 

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