A PHP Error was encountered

Severity: Notice

Message: Only variable references should be returned by reference

Filename: core/Common.php

Line Number: 257

A PHP Error was encountered

Severity: Warning

Message: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/kelle/dhpaz.org/system/core/Exceptions.php:185)

Filename: libraries/Session.php

Line Number: 675

A PHP Error was encountered

Severity: Warning

Message: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/kelle/dhpaz.org/system/core/Exceptions.php:185)

Filename: libraries/Session.php

Line Number: 675

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Edezina de Lima Oliveira

Profissão: Professora

Idade: 71 anos

Nascida no antigo distrito de Tamarana, hoje cidade emancipada vizinha de Londrina, no Norte do Paraná, EDEZINA DE LIMA OLIVEIRA, mais conhecida na época como ‘Dego’, teve um educação rígida, criada numa família religiosa em que o pai era um ‘integralista de direita’, da UDN, e o debate político era intenso. “Comecei a questionar a realidade que vivíamos a partir dos primeiros contatos com a célula do PCB que havia em Tamarana já na minha juventude”, enfatiza Edezina, que em 1963 foi cursar História na Fundação Universidade Estadual de Londrina (FUEL), “por si só uma excrescência, por ser estadual e ter o ensino pago”.

Edezina salienta que toda a formação da esquerda daquela época vinha do PCB e o golpe de 1964, que colocou os partidos de esquerda na clandestinidade, “foi um golpe no coração”. Era tanto envolvimento, que mesmo depois da formatura em 1967, ela continuou no movimento estudantil, com forte aproximação da AP e da POLOP, mas sem  pertencer formalmente a nenhuma delas.

O casamento com o jornalista Edilson Leal, a proximidade com a também jornalista Teresa Urban de Curitiba, falecida em 2013, fez com que a casa de Edezina, de 1968 a 1970, se transformasse em referência para quem estivesse precisando de apoio, cobertura para escapar da repressão ou apenas uma noite tranquila nas insondáveis rotas de fuga. “Fizemos parte desta rede de apoio e em nossa casa recebemos vários militantes, como Teresa que praticamente morava conosco, o Narciso Pires e algumas pessoas que até hoje não sei o nome e nem de onde são”, conta emocionada. A casa era vigiada, o telefone grampeado, sabia das prisões e torturas, mas nada a amedrontava.

Em 1976, dez anos após ter começado a atuar no magistério, Edezinha assumiu a presidência da APLP, muito estimulada pelo grupo de jovens que fazia o Jornal Poeira na UEL. “Em 1978, os professores deflagram uma greve de quarenta dias e a APLP de Curitiba adere. Foi emocionante”, recorda.

 

 

Voltar para depoimentos

Visite-nos:

Rua Voluntários da Pátria, 475, Ed. Asa

Escritório: conjunto 1209, 12º andar

Mini auditório: conjunto 608, 6º andar

Centro - Curitiba/Pr - 80020-000

Fone: ++ 41 3079-1759