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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Délio Nunes César

Profissão: Jornalista

Idade: 74 anos

DÉLIO NUNES CÉSAR mora em Londrina, Norte do Paraná, desde os quinze anos, e só deixou a cidade para estudar Jornalismo na Clásper Líbero, em São Paulo. Mas a ligação com a academia durou pouco: “Abandonei o curso e cai na vida. Era muita boemia, muita política e militância estudantil”. Antes de 1964, Délio César já tinha passagem na polícia, pelo menos três detenções, por pichações e panfletagem. “Uma vez fui em cana por pichar no consulado americano ‘Yankees go home’. Em outra vez, foi ‘Cuba livre’”.

Ao retornar a Londrina, Délio trouxe a ideologia do Partido Comunista Brasileiro (PCB) já assimilada em São Paulo e se entregou ao Jornalismo de vez. Em 1961 começou a trabalhar na sucursal de Londrina do Última Hora. Atuando como jornalista, paralelamente iniciou em 1964 o curso de Direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Em Primeiro de Abril de 1964, os militares fecharam a redação do Última Hora em São Paulo, e consequentemente, todas as sucursais deixaram de funcionar. Não bastasse o fechamento do jornal, todos considerados ‘comunistas’ ou ‘esquerdinhas’ foram processados no IPM dos Jornalistas.

Em 1968, último ano da faculdade, Délio estava filiado ao MDB, agitando no movimento estudantil e criando o Festival de Cultura de Londrina com a proposta de movimentar a cidade com diversas atividades culturais como música, teatro, artes plásticas e concurso literário. “Foi tamanho o sucesso do festival que acabei sendo eleito vereador pelo MBD junto com Álvaro Dias, Antonio Belinatti, Romeu Curi, José Alencar Guimarães, Genecy Souza Guimarães, entre outros. Eu não queria ser candidato, entrei apenas para ajudar na chapa”, afirma.

Em suas memórias, Délio recorda o ano de 1975, quando a ditadura endureceu no Paraná, prendendo comunistas históricos de Londrina e região “e a tortura veio pesada”, constata. Ele se lembra dos relatos das barbaridades infringidas a Genecy Souza Guimarães, João Eineck e Luiz Gonzaga Ferreira, entre tantos presos e torturados pela Operação Marumbi que foram vítimas da violência perpetrada pelo Estado brasileiro.

Mas sua vocação não era para a política, muito menos para a vida de vereador, embora tenha cumprido o mandato até o fim. O jornalismo era a sua verdadeira aptidão, tanto que foi diretor de jornalismo da TV Tibagi/SBT e da TV Coroados/Globo, ambas concorrentes, mas pertencentes ao Grupo Paulo Pimentel. Délio montou o Jornal Panorama e em Maio 1989 o Jornal de Londrina, o segundo da cidade com circulação diária.

 

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