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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Cleto Tamamini

Profissão: Professor

Idade: 65 anos

Em 1968, o seminarista CLETO TAMANINI chega a Curitiba para cursar Filosofia na Pontifícia Universidade Católica (PUC) vindo de Brusque, Santa Catarina, onde morava desde a adolescência. Lá, sempre ouvia dos padres de que o ‘comunismo ia tomar o Brasil’, ideia que não concordava desde aquela época. Ao lado de Antonio João Manfio, também seminarista da PUC, Cleto participava das reuniões, das passeatas e dos eventos mais radicais como a tomada da reitoria da UFPR em maio de 1968.

“Das passeatas, me lembro de uma que ia em direção à Boca Maldita e houve um confronto pesado com a polícia. Eu me assustei e fui me esconder no prédio da Biblioteca Pública do Paraná”, conta. Junto com outros seminaristas, Cleto trabalhou na campanha de Dom Camilo de reciclagem em 1968.

No ano seguinte, com dúvidas sobre o seminário, mudou para Letras e continuava a militar dentro do movimento estudantil contra a ditadura. “A ditadura amordaçou o movimento estudantil”. Vários companheiros foram presos, mas Cleto não, pois não era uma liderança.

Para sobreviver, Cleto Tamanini lecionava à noite. Em 1970, integrou a oposição da APP e em 1972 seu grupo venceu em função da APLP, que tinha um trabalho de base e proporcionou a vitória. “Começamos uma luta muito grande pela aprovação do estatuto do magistério, que finalmente foi aprovado em 1975”. Chegou a ser detido uma vez por fechar uma escola em Paranacity, “mas nada de grave”.

Até 1979, Cleto permanece na direção da APP e nesse período a entidade se abre para os movimentos sociais. “O salão estava sempre disponível para os representantes dos movimentos populares, era mais seguro e um ambiente de muito respeito”, conta. Foram realizados inúmeros eventos organizados pelos integrantes do PCB e PCdoB, “contribuindo com os primeiros passos no Paraná no sentido da abertura democrática”. Além das questões regionais, a APP também apoiou campanhas nacionais como da Anistia, Diretas Já e Constituinte. Cleto Tamanini se transferiu para Guarapuava após assumir cargo de auditor fiscal e no magistério continua sua militância. Foi filiado ao MDB no princípio, optou pelo PDT por sempre ser brizolista, partido pelo qual foi eleito vereador em Guarapuava em 2012.

 

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