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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Amadeu Felipe

Profissão: Militar Reformado

Idade: 78 anos

Poucos dias depois do golpe de 1964, AMADEU FELIPE DA LUZ FERREIRA sentiria o peso da mão dos militares sobre a sua carreira de nove anos como oficial do Exército. Com a publicação do Ato Institucional Número 1 em 9 de abril de 1964, Amadeu Felipe é expulso do Exército brasileiro por seu envolvimento com o Partido Comunista Brasileiro. Amadeu Felipe integrava a organização dos sargentos, grupo independente em que a maioria dos seus membros tinha uma ação política muito forte dentro do Exército.

“Durante o golpe, eu estava servindo no Rio de Janeiro e organizava um levante dos sargentos. Como represália, minha casa na vila militar foi cercada na madrugada de seis de abril por mais de 100 oficiais, que cercaram a casa e aterrorizaram minha família até eu me entregar”, conta. Após cinco meses de prisão, o jurista Sobral Pinto consegue um habeas corpus e Amadeu Felipe, seguindo o ideal de Ernesto Che Guevara, parte para organizar a guerrilha urbana.

Expulso do Exército, numa vida de clandestinidade extrema, Amadeu Felipe ou ‘Altair’ parte para Montevideo com três amigos e são recebidos por Leonel Brizola, que está exilado e organizando um levante em Porto Alegre. “Foram três tentativas de levante com o apoio político e financeiro de Brizola com a Polop. O combinado é que se não desse certo, Brizola ia nos ajudar com a guerrilha”, afirma Amadeu.

Assim, após as tentativas frustradas do levante, em julho de 1966 – até abril de 1967 – um grupo 17 pessoas parte para Caparaó, próximo ao Pico da Bandeira, na divisa entre os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, para preparar a primeira guerrilha contra a ditadura que se tem notícia no país. No comando do grupo de dissidentes da Marinha, Aeronáutica e Exército, o ex-sargento Amadeu Felipe, nascido em Blumenau, Santa Catarina, filho de militar e pai de família.

Após um ano de intensa dificuldade de sobrevivência na mata, o grupo, reduzido a oito companheiros, foi preso pela polícia mineira. Como decorrência do processo, foram condenados, em média, a 13 anos de prisão, dos quais Amadeu Felipe cumpriu quatro sendo colocado em liberdade em 1971.

“Não tinha condições de permanecer no Rio de Janeiro, pois tinha absoluta certeza que seria assassinado. Para preservar a família, decidi recomeçar  a vida bem longe daquele lugar”. Então, Amadeu Felipe que tinha familiares morando em Londrina, no Norte do Paraná, conhece a cidade e a primeira observação a favor é que ali não havia um quartel do Exército. “Isso era fundamental para a minha permanência, pois tinha que trabalhar e militar, claro”.

Filia-se ao MDB e começa a participar do grupo que elege José Richa governador em 1982, chegando a participar de seu governo. Foi candidato a deputado federal nas eleições de 1985 pelo PMDB. Atualmente, integra a direção estadual do PCB, partido ao qual nunca se desligou.

 

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