A PHP Error was encountered

Severity: Notice

Message: Only variable references should be returned by reference

Filename: core/Common.php

Line Number: 257

A PHP Error was encountered

Severity: Warning

Message: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/kelle/dhpaz.org/system/core/Exceptions.php:185)

Filename: libraries/Session.php

Line Number: 675

A PHP Error was encountered

Severity: Warning

Message: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/kelle/dhpaz.org/system/core/Exceptions.php:185)

Filename: libraries/Session.php

Line Number: 675

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Arno A. Gielsen

Profissão: Advogado

Idade: 68 anos

Aos 18 anos, o golpe militar de 1964 teve um grande impacto na vida de ARNO A. GIELSEN, que vivia em Rolândia, sua cidade natal, já demonstrando simpatia pelo Movimento da Legalidade pela posse de João Goulart e com uma forte ligação com o PTB local. Mas foi pelas mãos e influência de Manoel Jacinto Correia, em 1967, que Arno conhece o PCB e passa a militar efetivamente. Antes de 64, o PCB tinha um grande trabalho de campo no Paraná, lembra Arno, “com a organização de mais de 60 sindicatos de trabalhadores rurais”.

Com a ofensiva contra o PCB entre 1968 e 69, a base do partidão em Rolândia foi desmantelada, com 12 militantes presos. A partir daí, parte do grupo opta pela luta armada e Arno ingressa no PCBR e vive na clandestinidade total. “Para minha família, eu continuava estudando em Londrina”, afirma.

Apesar do medo, da insegurança, o grupo permaneceu na luta até que em 1970, devido ao isolamento total do PCBR em relação às demais organizações clandestinas, acontecem novas prisões. Pela primeira vez, Arno está entre os militantes que são levados ao Quartel do Exército em Apucarana, onde permanece dois meses. Nas mãos do famigerado torturador Capitão Balbinotti, Arno foi submetido a todas as técnicas de tortura, do pau-de-arara, choques e afogamento. “Sobrevivi às sessões de tortura e saí incólume, sem falar nada e entregar ninguém”, ressalta.

Depois da prisão, Arno Gielsen retoma os estudos no curso de Direito na Fundação Universidade Estadual de londrina (FUEL), refaz os contatos e continua na resistência, agora pela Aliança Libertadora Nacional (ALN). Recém formado, e já com escritório de advocacia própria, Arno é preso em 1974, ao mesmo tempo que Manoel Jacinto também era detido. Foram mais dois meses de suplício, agora em São Paulo nas mãos do Dops paulista e o Delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Em 1975, o PCB volta a se organizar no Paraná com o vereador londrinense Genecy Souza Guimarães, fazendo reuniões no escritório de Arno que seria de apoio ao grupo, sem uma militância efetiva. “No Paraná foram mais de 60 prisões na Operação Marumbi e eu, mesmo sendo apenas um simpatizante, acabei preso”, lembra. Arno e outros militantes foram levados a Curitiba, onde foram torturados no local clandestino, que até hoje eles não conseguem precisar.

Absolvido do processo, Arno retoma novamente a vida de militante após deixar o MDB e se filiar ao PT, onde permanece até 1988. Chega a ser candidato pelo PT a vereador de Rolândia, mas não se elege por causa da legenda. Somente em 1992 consegue chegar à Câmara de Vereadores de Rolândia pelo PSB, sendo reeleito três vezes.

Mas os rumos do PSB fizeram com que Arno retomasse sua antiga ligação com o PCB autêntico de Francisco Luiz de França, Wilson Previdi e Espedito Rocha, este falecido em 2010. Atualmente, Arno é Secretário de Organização e continua sua militância junto com Amadeu Felipe, também de Londrina, na direção estadual do partidão.

Voltar para depoimentos

Visite-nos:

Rua Voluntários da Pátria, 475, Ed. Asa

Escritório: conjunto 1209, 12º andar

Mini auditório: conjunto 608, 6º andar

Centro - Curitiba/Pr - 80020-000

Fone: ++ 41 3079-1759