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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Acir Macedo

Profissão: Aposentado

Idade: 69 anos

ACIR MACEDO, sétimo de dez irmãos, nasceu em Jaguariaíva, interior do Paraná, em 1944. Com doze anos se mudou para Ponta Grossa e começou a trabalhar em uma loja de confecções. Lembra tanto das lágrimas vertidas quando da morte de Vargas quanto de seus primeiros passos na política estudantil, dados durante o ginásio, quando “trepava nas cadeiras e dava discursos”.

Acir chegou a ganhar a presidência de um grêmio estudantil, mas não pode exercê-la na época por não estar no científico, passando-a então a um colega e acompanhando a gestão. Participou de congressos da UPES e da UPE em algumas cidades do estado e presidiu uma seção regional por meio da qual ajudou na formação de vários grêmios estudantis em Ponta Grossa e região.

Junto à oposição aos acordos MEC-USAID, Acir se recorda dos boicotes que fizeram à Coca-Cola, a Colgate e a outras marcas estrangeiras. Em 1968, deixou a União Estudantil Secundarista de Ponta Grossa e para fazer cursinho e tentar ingressar na universidade. Nessa época, viajou várias vezes sozinho a Curitiba para participar de assembleias e movimentos, como na tomada da reitoria. Com alguns colegas, chegou a articular um cursinho voluntário para estudantes que pretendessem ingressar na universidade, organizar alguns manifestos na faculdade contra professores e a roubar um jipe e iniciar uma viagem malograda até a Bolívia para tentar se unir à guerrilha do Che – porém, desistiram no caminho. Sua atuação política se esgotara no início dos anos 1970, embora tenha mantido uma quitinete por mais algum tempo a fim de abrigar pessoas na clandestinidade e em trânsito.

Outras memórias de Acir nos levam por caminhos tortuosos de ações anárquicas e simbólicas de oposição ao regime, como a destruição de um busto de Duque de Caxias na véspera do dia do soldado, a denúncia aos maus-tratos infligidos a um sargento contrário ao golpe e aos roubos de carros da elite pontagrossense, como aviso.

Contraditoriamente, ainda sob a ditadura chegou a se eleger vereador pela ARENA, embora fosse alinhado com os colegas locais do MDB. A imagem que Acir tem de Ponta Grossa é a de uma cidade tradicionalista e medrosa, onde era difícil fazer oposição à ditadura e, inclusive, os grêmios estudantis ficavam calados. Não havia um movimento organizado de oposição, somente figuras carimbadas como as que tacha de “comunistas bem sucedidos”, como Dino Coli e Felipe Chedde, e os “comunistas das esquinas”, do “cafezinho”, que só discutiam. De forma geral, “Ponta Grossa era um pessoal conservador, qualquer pessoa que saísse do normal era identificada e cortada daqui e dali”.  

 

 

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