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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Diva Ribeiro Lima

Profissão: Advogada

Idade: 62 anos

Aos dezoito anos, a secretária do escritório da Acarpa Emater em Maringá, DIVA RIBEIRO LIMA, foi presa no trabalho por agentes da polícia política. Era 1970. Sem um histórico de atuação que justificasse a prisão, Diva só tinha o parentesco com Ruth Ribeiro Lima, sua irmã, e Licínio Lima, o primo, e a proximidade com o namorado Vitório Sorotiuk, os três militantes ativos do PCBR. Ruth estudava em Curitiba e conheceu Vitório na UFPR e ele regularmente ia a Maringá pela organização clandestina, e acabou se aproximando da família de Diva.

No trabalho, a ‘prisão de uma subversiva’ gerou um constrangimento geral e uma preocupação para a família. Diva foi levada para o quartel do exército, em Apucarana e lá encontrou presas diversas jovens também de Maringá, entre elas Deise Deffune, Elizabete Suga e as irmãs Deonisia e Hilária Zimowski. O grupo sofreu diversas ameaças, fazendo com que os trinta e seis dias de prisão fossem repletos de medo e terror, quase sempre protagonizados pelo sargento Balbinotti, “o mais sádico de todos”.

“Depois da minha prisão é que tive uma participação maior na organização”, afirma Diva, que ainda acredita que a sua prisão se deu “porque os agentes tinham que justificar os gastos do aparato repressivo para continuarem a fazer as barbaridades com o aval da ditadura”. Logo após a soltura, Diva foi avisada de que iriam continuar a vigiá-la. Apesar das ameaças, nas viagens que fazia a Curitiba para responder ao processo na justiça militar, ia visitar a irmã Ruth e o namorado Vitório no Presídio do Ahu, além de outros companheiros presos. Passou a morar em Curitiba, onde iniciou a faculdade de Direito, deixando os contatos e a militância.

Em seu depoimento, Diva conta um pouco da trajetória de sua irmã Ruth Ribeiro de Lima, militante do PCBR que viveu na clandestinidade até ser presa no Rio de Janeiro. Barbaramente torturada nos porões da ditadura, foi libertada em Curitiba pelo Juiz Auditor Ramiro Costa, onde cumpriu parte da condenação em 1970. Ruth vive atualmente, vive em Maringá. Diva é advogada em Curitiba.

 

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