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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Judite Barboza Trindade

Profissão: Professora

Idade: 69 anos

Paulista de nascimento, JUDITE MARIA BARBOZA TRINDADE morava em Maringá, Norte do Paraná, quando iniciou sua militância política como estudante secundarista engajada em protestos, por exemplo, contra a Guerra do Vietnã. No pós-64, está integrada à Juventude Estudantil Católica (JEC), participa de discussões políticas, adere ao movimento estudantil e desde já questiona a ditadura, participando da resistência para a sua derrocada.

Em 1968 Judite está devidamente instalada em Curitiba para cursar História na Universidade Federal do Paraná. Trazia na bagagem a agitação política vivida no interior e vive intensamente os episódios que marcariam aquela geração. Detida duas vezes por panfletagem, a jovem de 24 anos ainda insiste na militância estudantil, lutando por uma universidade gratuita, pela liberdade de expressão e pelo fim da ditadura.

Eis que na manhã do dia 17 de dezembro, quatro dias após a decretação do famigerado do AI-5, definido como o golpe dentro do golpe por usurpar de vez as liberdades individuais, aproximadamente 45 estudantes são presos por agentes da repressão na Chácara do Alemão, localizada no Bairro Boqueirão em Curitiba, onde iria acontecer o minicongresso da UNE, encontro regional, para debater a reorganização da entidade proscrita pela ditadura. Judite estava entre eles.

“A princípio, achei que seria uma prisão rápida, como as anteriores. No segundo dia, a ficha caiu”, relembra Judite, que estava entre os 15 estudantes mantidos presos no Presídio Provisório do Ahu, enquanto os demais eram liberados. Foram apresentados à imprensa como se fossem troféus da ditadura, subversivos, “e nesse momento a coisa ficou clara”, completa. Processados e condenados, ninguém escapou do peso da ditadura. Judite foi condenada a 4 anos e teve a pena reduzida a um ano de detenção. Ela e outra estudante, Elizabeth Fortes, foram as únicas mulheres do processo contra os estudantes a cumprirem pena. Ficaram na mesma cela no Ahu e dividiram as mesmas incertezas, medos e esperanças. Em dezembro de 1969, Judite termina de cumprir a pena e deixa a prisão. Elizabeth permanece mais seis meses. “Eu fui visitá-la uma vez”.

De volta à vida, Judite retoma a universidade e dois anos depois termina o curso de História. “Naquele período, foi meio que um autoexílio. Meu amigo Antonio dosTrês Reis de Oliveira tinha sido metralhado em São Paulo, havia o desaparecimento dos militantes, tudo muito triste”.

Os anos seguintes foram difíceis. Para sobreviver, Judite dá aulas em escolas particulares. Retoma os contatos com os companheiros de política estudantil, especialmente o Vitório Sorotiuk e a jornalista Teresa Urban. Também abraça os movimentos sociais, a luta pela terra, contra a exploração dos trabalhadores, pela defesa dos professores, além de se engajar na Campanha pela Anistia, iniciada em 1978. “Minha trajetória foi sofrida, mas tenho muitos ganhos. Quem me dera todas as pessoas tivessem a oportunidade que nós tivemos”, finaliza.

 

 

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