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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Matsuko Mori Barbosa

Profissão: Enfermeira

Idade: 55 anos

Filha de imigrantes japoneses, MATSUKO MORI BARBOSA chega em 1979 em Curitiba para cursar enfermagem na UFPR e encontra um clima de efervescência no ME. “Eu era alienada, não entendia bem o porquê das manifestações, passeatas, greves e toda aquela agitação. Nessa agitação, aproximei-me do grupo que organizava o centro acadêmico da enfermagem e comecei a participar”, lembra.

Entre as lideranças que mobilizavam as atividades de protesto pela melhoria da qualidade do ensino e contra a ditadura estavam Vitor Moreschi, diretor da UNE, Zenir Teixeira, da UPE, e Tosca Zamboni, do DCE, entre outros. Foi neste contexto que Matsuko conheceu o estudante de letras à época, hoje advogado, Manoel Barbosa, que se tornou seu companheiro e a levou para o PCdoB. Juntos distribuíam o Jornal Tribuna da Luta Operária, participavam de ações organizadas pelo partido e militavam pela anistia no CBA - CURITIBA, Diretas Já e pelo fim da ditadura. Em março de 1982, Matsuko chegou a ser detida com um grupo colando cartazes na Rua XV pedindo a libertação de dois integrantes do PCdoB, um deles Barbosa, que tinham sido presos por colocar uma bandeira do partido, ilegal, na Praça Rui Barbosa.

Matsuko relembra da atuação de Narciso Pires, que não integrava o PCdoB, mas estava apoiando a ação. “O Narciso foi fundamental para a libertação dos estudantes, organizando passeatas diariamente denunciando a prisão que durou dez dias”, destaca. No ano seguinte, já casada com Barbosa, Matsuko foi morar na casa dos companheiros Rosi Vilas Boas e Silvestre Duarte, que foram enviados em missão do partido para a Albânia comunista. “Foi um período interessante, com o povo nas ruas pedindo Diretas Já, Assembleia Nacional Constituinte e lutando pela Democracia”.

Em seu depoimento, Matsuko fala dos avanços conquistados, “mas do muito que ainda temos que avançar para termos uma sociedade mais justa e igualitária”. Conta como se engajou no movimento de mulheres, integra hoje a direção da União Brasileira de Mulheres (UBM), e como ainda acredita “no socialismo como única alternativa para superar a opressão do capitalismo”.

 

 

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