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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Valdir Izidoro Silveira

Profissão: Engenheiro Agrônomo

Idade: 70 anos

VALDIR IZIDORO SILVEIRA ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1964 em Florianópolis, onde militava nos movimentos estudantil e sindical, participando das atividades no período anterior ao golpe. No dia 29 de Março de 64, ele e um grupo de estudantes fazem panfletagem com a palavra de ordem ‘A favor de Jango. Contra o golpe’ na ponte Hercílio Luz. “Fomos todos presos, obviamente, fichados, passamos a noite na cadeia e soltos de manhã”, lembra com orgulho. Em seguida ao dia do golpe, foi preso novamente e permanece por 60 dias encarcerado.

Comunista convicto e militante, vigiado e perseguido em Florianópolis, em 1965 Valdir vai para Porto Alegre morar nas instalações mantidas pela Juventude Católica Universitária (JUC) e radicalizou na militância. Termina o científico e nesse momento faz contato com Carlos Araujo, ex-marido de Dilma Rousseff, que estava fundando a Var-Palmares. Já cursando Agronomia, teve uma rápida passagem pela POC, mas passa a fazer parte da rede de apoio à Var-Palmares. “Por seis meses guardei uma mala num apartamento que eu morava. Guardei sem saber do conteúdo. Quando fui ver o que tinha dentro eram os dólares da expropriação do Adhemar de Barros”, conta e completa: “Se eu tivesse sido pego com essa mala, eu não estava aqui para dar este depoimento”.

Com o cerco fechando pela repressão e vários militantes presos, Valdir vai para o Rio de Janeiro em 1970. Depois de três meses, após muitas dificuldades da vida clandestina, volta para Porto Alegre e é preso. “Por ser da rede de apoio, ninguém me conhecia”. Solto em abril de 71, retoma a faculdade de Agronomia e em 72 vem para o Paraná para trabalhar na Acarpa, antiga Emater. “Apesar da ficha na Dops, sou entrevistado por Heinz Herwig, um cidadão correto que deu o emprego e a missão de construir a Copavel, cooperativa de leite de Cascavel”, registra.

No Paraná retoma os contatos políticos com lideranças comunistas como Espedito Rocha e volta a militar no PCB, mas filiado no MDB. Quando veio a legalidade, Valdir integra a comissão provisória do PCB em Curitiba. Participa do segundo mandato do governo de Roberto Requião e como diretor da Claspar promove a luta contra os transgênicos. 

 

 

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