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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Maurício Requião de Mello e Silva

Profissão: Professor

Idade: 59 anos

Nascido em 1954 em uma família de políticos tradicionais do Paraná, MAURÍCIO REQUIÃO DE MELLO E SILVA  cresceu acompanhando em sua casa visitas e discussões de homens públicos, estudantes, intelectuais e artistas. Também se formou ouvindo as histórias dos irmãos mais velhos envolvidos no ME. Já sob a ditadura, um grupo se refugiou em sua casa, acompanhando Roberto Requião, e seu outro irmão, Eduardo, foi preso no Rio de Janeiro pela repressão.

Quando Maurício entrou no CEP, entre o final dos anos 1960 início dos 1970, não encontrou nem vestígios da política estudantil, que teve seu ápice e desaparecimento brusco em 1968. Lembra que, nesses anos sufocantes as notícias que acompanhava pela rádio sobre o Chile eram um bálsamo até a queda de Allende, quando, decepcionado, arrancou alguns panfletos espalhados pelo colégio se regozijando do ocorrido.  

Entrou na faculdade, em 1974, carregando essas experiências e o desejo de “fazer política, como haviam feito meus irmãos mais velhos”. Realizando esse intuito, ainda na segunda metade do ano, acercou-se do DARP, uma das raras entidades com posições progressistas que congregava estudantes de todos os cursos. Recorda de um ambiente com alguns jovens socialistas e vários contrários à ditadura, mas com a maior parte das entidades de direita ou despolitizadas. Havia o jornal “O Chato”, que discutia questões nacionais e da universidade. Nele Maurício publicou algumas matérias.

No final de 1974, o DARP teria encampado algumas lutas dos estudantes do setor e realizado um movimento contra o trote e o sistema de seleção para a universidade e em prol de uma recepção politizada dos calouros. Fizeram até um filme sobre esses temas. Focados na luta pela democracia e organização estudantil autônoma, diziam para os calouros que nem havia o que comemorar. O DARP era um espaço político aberto para a oposição, que apoiava os movimentos sociais e reagia à ditadura e aos sequestros e prisões que operava.

Maurício recorda que, seu grupo chegou a perder as eleições para uma chapa alinhada com o governo, retomando-a mais tarde ao passo que surgiam outros grupos e entidades que opunham resistência ao regime. Sua militância, portanto, orbitou em torno do DARP e do ME de meados e final dos anos 1970, ainda antes deste crescer e retomar as ruas no final da década. Nesse processo, fazia parte de um grupo da PO, que pautava suas intervenções junto aos estudantes: “queria ser a esquerda da esquerda, contra o PCB reformista [...] nós nos achávamos revolucionários, queríamos o confronto com as autoridades [...] Não achavam que a defesa das liberdades burguesas fosse revolucionária”. Tinham uma “visão economicista”. Maurício participaria ainda do movimento estudantil no Rio de Janeiro, do malfadado encontro nacional dos estudantes em Belo Horizonte e da retomada do DCE da UFPR.

 

 

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