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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Maria Ramos Zimmermann

Profissão: Aposentada

Idade: 86 anos

Esposa e mãe de militantes políticos de esquerda, MARIA RAMOS ZIMMERMANN nasceu em 1927 e nunca pertenceu a nenhuma organização. Porém, é possível dizer que Dona Nina, como é carinhosamente conhecida, foi uma das milhares de pessoas que sentiram o peso da ditadura e resistiram ao regime militar com bravura e incansável determinação.

Casada com o militante do PCB Hilton Zimmermann com quem teve quatro filhos, Dona Nina não se intimidou com os ‘milicos’, quando o marido foi preso em Blumenau concomitantemente ao Golpe e levado para o quartel do exército, primeiro, e três dias depois transferido para Florianópolis. “Durante seis meses eu fui a Florianópolis levar roupas e comida para meu marido, até que ele foi transferido para Curitiba, onde eu também ia visitá-lo no Presídio do Ahú”, relembra.

Até o marido ser libertado em abril de 1965, Dona Nina mantinha o sustento da família com o trabalho de diarista, lavando roupa de outras famílias e fazendo pães e biscoitos para vender. “Quando ele saiu, não tinha jeito de arranjar emprego em Blumenau e aí decidimos viver em Curitiba”, recorda.

Processado e frente a uma condenação de dez anos pela sua militância no PCB, Hilton foi para São Paulo viver na clandestinidade. Quando o filho mais velho Pedro Airton, começou na militância política na AP também em São Paulo, Dona Nina já sabia o que estaria por vir. “Eu era vigiada e perseguida porque o Hilton estava clandestino em São Paulo. Os agentes procuravam informações do pai e do filho”. Em 1971, os dois foram presos pela OBAN e torturados na sede da DOPS.

Transferidos para Curitiba, Dona Nina descobre o paradeiro dos presos, que estavam na delegacia de Santa Quitéria, local utilizado pela repressão para abrigar os presos políticos. “Arrumei uma sacola de roupas, fiz uma trouxa com pães e biscoitos e sai de madrugada. Encontrei um taxista, contei o que estava acontecendo e dei a ele todo o dinheiro que tinha. Ele me levou até lá e me deixou uma quadra antes. Quando cheguei perto do muro da delegacia eu gritei o nome do meu filho e ele estava lá, sujo e faminto”.

O depoimento de dona Nina é o relato de uma mãe que sempre esteve ao lado do marido e dos filhos, “mesmo sem nem saber o significado da palavra comunista”. Ela fala da morte do filho mais novo, Paulo Airton, cujo corpo foi encontrado dia 6 de Outubro de 1980, enforcado dentro do quartel em Cuiabá. Oficialmente, tratou-se de suicídio. Em 10 de Novembro de 1983, Pedro Airton, que havia se estabelecido como empresário em Curitiba, foi assassinado por assaltantes na porta de sua empresa. Hilton, que continuou na militância em defesa dos direitos humanos, participando da fundação e militância no Grupo Tortura Nunca Mais do Paraná, morreu aos 76 anos em Curitiba vítima de um ataque cardíaco, no dia 04 de dezembro de 2003, no mesmo dia em que seu processo seria julgado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e foi adiado.

 

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