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Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná

Depoimento para a História - A resistência à ditadura militar no Paraná


Nome: Marcelo Jugend

Profissão: Consultor

Idade: 61 anos

MARCELO JUGEND, desde pequeno, conviveu e foi influenciado pelo pensamento e prática política progressista de seu pai, Chaim Israel Jugend, que foi um dos principais artífices da Sociedade Cultural Israelita Brasileira do Paraná (SOCIB) – entidade caracterizada pelo posicionamento de esquerda.

A atuação política de Marcelo remonta aos anos no Colégio Estadual do Paraná (CEP), quando já em plena Ditadura atuou junto ao movimento secundarista, por meio do qual também participava do movimento estudantil mais amplo e combativo, vinculado à União Paranaense dos Estudantes. Lembra de uma frase muito significativa proferida por seu pai em uma conversa telefônica, na ocasião do Golpe de 1964: “- Fomos derrotados”. Pouco mais tarde, por sua estatura, passou a integrar o grupo de segurança das passeatas, que seguia na frente das lideranças de braços dados para impedir sua prisão. Vigiado, com a prisão da principal liderança secundarista do CEP, Marcelo decidiu se afastar das lutas quando seu companheiro lhe contou que teve que mencionar seu nome às autoridades.

De forma exímia, em sua narrativa se define como parte de uma “geração esmagada”, que ao entrar na universidade nos Anos de chumbo se deparou com um vácuo de militância, uma interrupção na corrente de transferência das experiências, e se viu sem possibilidades de atuação política efetiva. Diz ele: “- Na medida do possível, fazíamos pequenos atos de resistência, como na formatura”, em 1974, quando escreveram e proferiram um discurso carregado de críticas veladas ao regime. Lembra Jungend que, com o surgimento do Movimento pela Anistia, já mais próximo do final da década, encontrou uma brecha, “rachaduras na hegemonia da Ditadura”, para manifestar sua indignação e ter uma atuação mais incisiva.

Nesse contexto, foi recrutado e ingressou nas fileiras do Partido Comunista Brasileiro, com a incumbência de participar de sua reorganização após a desarticulação promovida pela Operação Marumbi, em 1975. Pelo PCB, militou contra o que restava da Ditadura nos anos seguintes e por causas populares, como o movimento dos moradores sem teto. Chegou a ser candidato à prefeitura de Curitiba e participou como delegado do Congresso que optou pela criação do Partido Popular Socialista (PPS), decepcionando-se mais tarde com os rumos tomados e aderindo ao Partido dos Trabalhadores.

 

 

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